Considerada o “Mal do Século”, a depressão é uma doença psiquiátrica crônica que pode afetar qualquer pessoa.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em dados publicados pelo Ministério da Saúde, o Brasil é o país da América Latina com maior prevalência de depressão.
Esse transtorno causa alteração do humor, tristeza profunda, desesperança e a perda de interesse por atividades que antes lhe traziam prazer.
Além disso, em casos mais graves pode provocar até pensamentos e atos suicidas.
Entre os fatores de risco para o problema, estão:
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Bioquímica: diferenças em algumas substâncias químicas no cérebro;
Genética: em caso de irmãos gêmeos, seu um sofrer de depressão, o outro corre esse risco;
Personalidade: pessoas com baixa autoestima, estressadas, deprimidas e pessimistas;
Fatores ambientais: exposição contínua à violência, negligência, abuso ou pobreza;
Vícios: bebida alcoólica, cigarro e drogas ilícitas;
Separação conjugal, perda de um ente querido, perda de emprego ou desemprego por tempo prolongado;
Transtornos psiquiátricos correlatos;
Excesso de peso e sedentarismo.
Por isso, é fundamental que, ao identificar os sintomas, procure ajuda médica com urgência.
Como saber diferenciar a depressão da preguiça
Tratamento para depressão
O tratamento é feito por meio de medicamentos prescritos por um médico e/ou psicólogo.
Em alguns casos, é necessário acompanhamento terapêutico e psiquiátrico, sem contar o apoio da família, que é fundamental.
Mas há outros métodos que ajudam a prevenir a doença e também colaboram com a recuperação.
Como descrito acima, um dos fatores que provocam a depressão é o sedentarismo, ou seja, a falta de atividades físicas.
E, segundo estudo do Hospital Geral de Massachusetts publicado no periódico JAMA Psychiatry, a prática diária de exercícios físicos pode prevenir a depressão.
Conforme os pesquisadores, indivíduos ativos que praticam no mínimo 15 minutos de atividades físicas por dia são menos propensos a desenvolver a doença.
Além disso, pacientes já diagnosticados com o transtorno podem usar o exercício como uma forma de complementar o tratamento.
Para chegar a estes resultados, participaram do experimento 611.583 pessoas com histórico de depressão, divididos em dois grupos.
No primeiro, os participantes tiveram seus exercícios físicos diários acompanhados em tempo real por um acelerômetro.
No segundo, eles foram avaliados por auto-relatos, isto é, apenas responderam questionários mencionando a intensidade e o nível de exercícios que praticavam diariamente.
Ao final do experimento, concluiu-se que o grupo monitorado pelo acelerômetro tinha menos riscos de sofrer com a depressão.
Já o grupo que apenas respondeu o questionário, ao que tudo indica, não se exercitavam com frequência.